segunda-feira, 21 de maio de 2012

Iomazenil: Medicamento que deixa a pessoa sóbria mesmo após beber

Médicos estão testando uma droga que poderia acabar com os efeitos colaterais do álcool mesmo quando a pessoa está embriagada. Pesquisadores acreditam que o iomazenil, tomado antes de beber, poderia diminuir os efeitos que o álcool traz ao cérebro, segundo o jornal Daily Mail.




Porém, os estudiosos da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, não querem desenvolver um medicamento que permita que as pessoas bebam mais. Eles esperam que, ao cessar os efeitos do álcool em determinadas células do cérebro, o iomazenil poderia ajudar fazendo com que as pessoas fiquem sóbrias, afastando os bebedores pesados do álcool, já que eles perderiam parte do prazer de beber. Além disso, a droga também reduziria os danos causados ao fígado e outros órgãos.

De acordo com o psiquiatra Deepak D'Souza, um medicamento que tem o potencial de bloquear as ações do álcool no sistema nervoso central pode atuar no tratamento da intoxicação por álcool e alcoolismo, algo que não existe até hoje. Os estudos também analisam os efeitos do iomazenil quando as pessoas conduzem um carro embriagadas.

Mais uma série de pesquisas têm buscado maneiras de reduzir o impacto do álcool em pessoas que bebem em excesso. No entanto, no tratamento também é possível ter o prazer que o álcool proporciona, mas esse desejo não estaria em primeiro lugar. Pesquisadores britânicos estão tentando também desenvolver medicamentos líquidos que dão todo o prazer do álcool, mas sem nenhum dos danos. Seria uma espécie de valium que traria o agradável efeito do álcool sem provocar bebedeira. A substância teria a vantagem adicional de acabar com os efeitos do álcool e deixar a pessoa apta a dirigir ou a voltar para casa em segurança.

Fonte: Terra-Sáude

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Medicamento para prevenção do HIV é aprovado nos EUA ‎


Um comitê de especialistas em saúde dos Estados Unidos apoiou, pela primeira vez, um medicamento para evitar a contaminação pelo vírus HIV. O Comitê Consultivo sobre Drogas Antivirais, que aconselha a Agência Americana de Drogas e Alimentos (FDA, na sigla em inglês), aprovou o uso do Truvada, um comprimido de uso diário que deve ser usado por pessoas não infectadas que estariam correndo risco maior de contrair o vírus da Aids.

O uso do medicamento foi aprovado pelo comitê com 19 votos a favor e três contra para que o Truvada seja receitado para o grupo considerado de maior risco, homens não infectados que tem relações sexuais com múltiplos parceiros também homens.

Truvada
Também foi aprovado, por maioria dos votos, a prescrição do Truvada para pessoas não infectadas que tem parceiros portadores do HIV e para outros grupos considerados em risco de contrair o vírus através de atividade sexual.

O uso do Truvada já foi aprovado pela FDA para pessoas que já tem o vírus HIV e é tomado junto com outros medicamentos.

Estudos realizados em 2010 mostraram que o Truvada, do laboratório californiano Gilead Sciences, reduziu o risco de infecção pelo HIV entre 44% e 73% em homossexuais masculinos saudáveis e entre heterossexuais saudáveis que são parceiros de portadores do vírus HIV.

Oposição

A votação no comitê ocorreu depois de uma reunião de 11 horas em Silver Spring, Maryland, e uma longa sessão de comentários. Alguns funcionários do setor de saúde e grupos ativos na comunidade de portadores do HIV foram contra a aprovação do uso do Truvada. Este grupos temem que os usuários do medicamento desenvolvam uma falsa sensação de segurança.

Eles também temem o surgimento de uma variante do HIV resistente ao remédio. Também existe a preocupação com o alto custo do Truvada, que pode desviar recursos de opções mais baratas. ”Precisamos ir mais devagar. Eu me preocupo muito com minha comunidade para não falar de minhas preocupações”, afirmou Joey Terrill, da Aids Healthcare Foundation, fundação que fez campanha contra a aprovação do medicamento.

- O Truvada precisa ser tomado todos os dias, 100% do tempo e a minha experiência como enfermeira registrada me diz que isto não vai acontecer – afirmou a enfermeira Karen Haughey.

No entanto, outros aprovaram a decisão do comitê. ”Isto nos coloca mais perto de um marco decisivo nos esforços globais de prevenção do HIV”, afirmou depois da votação Mitchell Warren, diretor-executivo da Coalizão de Defesa da Vacina da Aids.

A FDA não é obrigada a seguir o aconselhamento do comitê, mas geralmente segue. A decisão final da agência norte-americana deve ser tomada no dia 15 de junho.

Fonte: BBC - Brasil