quarta-feira, 30 de maio de 2012

Descoberta genética pode gerar anticoncepcional para homens

A descoberta de um gene abriu as portas para o desenvolvimento de um novo anticoncepcional voltado para os homens. Esse contraceptivo teria vantagens sobre os métodos disponíveis, pois não causaria os efeitos colaterais do tratamento com hormônios – como acne e alterações de humor – e seria facilmente revertido, ao contrário da vasectomia. A pesquisa foi divulgada pela revista científica “PLoS Genetics” em 24/05/2012.

O que o estudo traz de novo é a descrição da função do gene "Katnal1" -- essencial para o desenvolvimento final dos espermatozoides. Se a ação dele puder ser evitada, a ejaculação terá espermatozoides que ainda não estão prontos e, portanto, não podem fecundar um óvulo.

Como o gene influi somente sobre a última fase do desenvolvimento, a produção dos espermatozoides não seria afetada. Por isso, bastaria deixar de tomar a pílula – ou injeção, ou qualquer outro formato do medicamento – para retomar a fertilidade.


“Embora outras pesquisas estejam sendo conduzidas no campo de anticoncepcionais masculinos sem hormônios, a identificação de um gene que controla a produção de esperma da forma que o Katnal1 controla é um passo único e significativo na direção de entender a biologia dos testículos”, afirmou Lee Smith, autor do estudo, em material de divulgação da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

Ao mesmo tempo em que pode levar ao desenvolvimento de anticoncepcionais, a descoberta pode servir para tratamentos de fertilidade. Se um homem tiver espermatozoides incapazes de fecundar um óvulo, o defeito pode estar no gene.

De toda forma, novas pesquisas serão necessárias para as duas aplicações do avanço.
 
Estudo com comunidade religiosa

Outra pesquisa, publicada também na mesma data
pela revista “American Journal of Human Genetics”, traz uma lista com mais de 40 regiões genéticas que têm influência sobre a fertilidade masculina. Segundo os autores, mutações nesses genes poderiam explicar alguns casos ainda não entendidos de infertilidade.

O estudo da Universidade de Chicago foi feito entre os huteritas, uma comunidade religiosa que vive nos Estados Unidos e, há gerações, incentiva casamentos entre si. Isso faz com que os mesmos genes apareçam várias vezes, o que facilita a pesquisa. Além disso, eles não usam métodos contraceptivos e preferem grandes famílias, o que também foi um ponto positivo para a procura dos genes.

Fonte: G1

terça-feira, 29 de maio de 2012

Dose máxima de sinvastatina é alterada novamente

A agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA) divulgou um comunicado alertando que a dose máxima de sinvastatina em pacientes que utilizam amiodarona não deve ultrapassar 20 mg/dia. 

Em junho de 2011 a agência publicou uma nota mencionando preocupação quanto ao risco de miopatia e rabdomiólise com o uso de altas doses do fármaco. Na ocasião, o FDA divulgou que a dose de sinvastatina não deveria ultrapassar 10 mg/dia quando usada com amiodarona, verapamil ou diltiazem. Recentemente a agência revisou as informações e determinou que a dose de sinvastatina não deve ultrapassar 20 mg/dia quando usada com amiodarona. Adose máxima no caso de uso com verapamil ou diltiazem permanece 10 mg/dia.


 
Referências:
FOOD AND DRUG ADMINISTRATION. FDA drug safety communication: revised dose limitation for Zocor (simvastatin) when taken with amiodarone. Disponível em:
<http://www.fda.gov/Drugs/DrugSafety/ucm283137.htm>. Acesso em 12 jan. 12.
LOWES, R. FDArevises dose for simvastatin with amiodarone. Disponível em: <http://www.medscape.com/viewarticle/755580>. Acesso em 12 jan. 12.

Fonte: CENTRO DE INFORMAÇÃO SOBRE MEDICAMENTOS - CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO PARANÁ