quinta-feira, 3 de abril de 2014

Como ocorre a resistência à insulina?

No último final de semana (29 e 30/03) ministrei aula no curso de pós-graduação em Farmácia Hospitalar, na Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro. O módulo era intitulado Farmacoterapia Aplicada I, que, entre outros assuntos, incluía o tratamento do Diabetes Mellitus (DM).

Antes de aprofundar na terapia farmacológica, faz-se necessário uma explanação sobre a etiologia, fisiopatologia, classificação e sintomatologia dos principais tipos de DM.

Após explicar sobre o DM tipo 2, antigamente chamado de diabetes não insulinodependente, apresentei um vídeo que os alunos gostaram muito. É o desenho animado da pós-graduação. Ele foi produzido pela Academia de Ciência e Tecnologia de São José do Rio Preto www.ciencianews.com.br.

O DM tipo 2 ocorre geralmente em pessoas obesas com mais de 40 anos, embora na atualidade observa-se um aumento da frequência em jovens, em virtude de maus hábitos alimentares, sedentarismo e o estresse da vida urbana. 


Nesse tipo de diabetes o paciente produz insulina,  porém, sua ação é dificultada pela obesidade. São mecanismos complexos que estão envolvidos nesse processo, mas com o vídeo fica muito mais fácil de entender. Esse evento é conhecido como resistência à insulina.

O vídeo está disponível aqui https://www.youtube.com/watch?v=nyvu2euX8tM.

Créditos: Diabetes Tipo 2. Escrito por Paulo César Naoum e Alia F. M. Naoum.

Animação por Birdo Studio
www.birdo.com.br

Produção: Birdo
Roteiro: Dr. Paulo César Naoum, Aliá F. M. Naoum
Direção: Luciana Eguti, Paulo Muppet
Storyboard: Antonio Linhares, Pedro Eboli
Design e Animação: Antonio Linhares, Pedro Eboli, Rafael Gallardo
Desenho de Som: Antonio Linhares

Bons estudos!

Comente e sugira assuntos de seu interesse.

quinta-feira, 20 de março de 2014

A exposição a incretinas aumenta o risco de pancreatite aguda?



Uma pesquisa italiana recente publicada na revista The Lancet Diabetes & Endocrinology, de fevereiro de 2014, intitulada Incretin therapies and risk of hospital admission for acute pancreatitis in an unselected population of European patients with type 2 diabetes: a case-control study,  não encontrou nenhuma associação entre pancreatite aguda e o uso de incretinas.
 
O objetivo do estudo foi comparar a ocorrência de pancreatite aguda em uma população de pacientes diabéticos tipo 2 tratados com incretinas com pacientes tratados com outro agente antidiabético.

Métodos 

Estudo de caso e controle equiparado, baseado na população, com coleta de informações de uma base de dados administrativa de Piemonte, Itália (com dados de 4,4 milhões de habitantes). A partir dos dados de 282.429 pacientes que receberam tratamento com agentes antidiabéticos tipo 2, foram identificados 1.003 casos com mais de 41 anos de idade e que haviam sido hospitalizados por pancreatite aguda entre 1o. de janeiro de 2008 e 31 de dezembro de 2012, e 4.012 controles equiparados em sexo, idade e tempo de terapia antidiabética. Comparou-se a exposição às incretinas em casos e controles com um modelo de regressão logística condicional, expresso como razão de chances (ORs [IC 95%]). Ajustaram-se todas as análises para fatores de risco de pancreatite aguda, conforme apurado pelos registros de alta hospitalar, e uso concomitante de metformina ou glibenclamida.

Resultados
A média de idade dos casos e controles (72,2 anos [DP 11,1]) foi alta, como esperado para uma população diabética aleatória na Europa. Após ajuste para fatores de viés, o uso de incretinas nos 6 meses anteriores à hospitalização não foi associado a um risco mais alto de pancreatite aguda (OR 0,98, IC 95% 0,69—1,38; p=0,8958).

Discussão

Os resultados sugerem que, em população aleatória, o uso de incretinas não está associado a um risco maior de pancreatite aguda. Estudos mais amplos são necessários para esclarecer se a idade ou o tipo de terapia com incretina pode afetar o risco de pancreatite aguda em pacientes com diabetes tipo 2.